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Agenda

2008

Outubro

10-12 - Comemoração de 35 anos de formatura da Escola de Direito em Tiradentes

15  VIII Seminário de Pesquisa, UNESP, campus de Araraquara

Como o sujeito vê a aquisição de segunda lingua

 Há evidências suficientes para se afirmar que a aquisição de segunda  língua (ASL) é um sistema complexo e adaptativo em face da  inter-relação entre seus constituintes e da capacidade de adaptação às  condições internas e externas essenciais ao processo de aquisição. Um dos componentes dessa complexidade é o próprio sujeito, sua identidade fractalizada, suas emoções, crenças e experiências individuais. Com  base nessa compreensão, pretendo rever algumas teorias de aquisição e buscar evidências empíricas em narrativas de aprendizagem para identificar se os sujeitos, ao falarem de suas experiências na aquisição de segunda língua, apresentam evidências dos pressupostos dessas teorias. Defendo a  proposta de que não se devem descartar as tentativas das diversas teorias de  explicar a ASL, mas sim reuni-las para que possamos ter uma  compreensão mais abrangente do processo de aquisição. Meu entendimento é que cada teoria é parte de um mesmo todo, pois cada uma delas capta aspectos diferentes do mesmo fenômeno. Assim, as vejo como complementares e não antagônicas e a soma delas poderá retratar a complexidade da ASL.

21 a 24   III Congresso Sobre Metáfora na Linguagem e Pensamento

 Metáforas em narrativas de  aprendizagem de língua inglesa

Esta apresentação enfoca metáforas em narrativas multimídia sobre a aprendizagem de língua inglesa, com ênfase nas metáforas textuais e visuais. Com suporte de Cameron e Deignam (2006), a metáfora neste trabalho será entendida como “algo que reúne duas idéias diferentes que interagem e se adaptam à mente para produzir algo novo, emergente, maior do que a soma das partes” (p. 674). Ao produzir uma narrativa multimídia, o narrador não apenas conta sua história, mas, através de recursos de hipertextos, imagem e som, agrega novas dimensões de sentido à complexidade da aprendizagem de língua estrangeira, projetando sentimentos e construções metafóricas sobre essa experiência. Ao dar voz aos aprendizes, pretendo descrever as construções metafóricas mais recorrentes em quatro grupos (1) a aprendizagem de línguas, (2) a escola, (3) o aprendiz, e (4) o professor. Para tanto, serão utilizadas 40 narrativas multimídia do corpus do projeto AMFALE (Aprendendo com Memórias de Falantes e de Aprendizes de Línguas Estrangeiras). A metodologia de coleta inclui o isolamento das ocorrências de metáforas no corpus, a classificação em 4 grupos, a identificação de domínios fonte e alvo, e o agrupamento das metáforas mais recorrentes em sub-grupos.  Os resultados serão comparados aos de Ellis (2001) e Oxford (2001).

28  X Semana de Letras do ICHS – Leitura, Memória, Ensino

Memórias de aprendizagem de língua inglesa

As narrativas de aprendizagem de língua estrangeira revelam que a aquisição de uma língua é um processo que pode ser descrito como um sistema adaptativo complexo. Como qualquer outro processo de aprendizagem, não é linear e não pode ser tão previsível como alguns modelos de aquisição de segunda língua têm hipotetizado. Nenhuma teoria conseguiu, até hoje, explicar, satisfatoriamente, como se aprende ou se adquire uma língua estrangeira, mas as memórias dos aprendizes nos apresentam evidências empíricas que nos ajudam a entender esse fenômeno. A partir da teoria da complexidade e com base em pesquisa narrativa, pretendo apresentar uma visão complexa da aquisição de forma a ver cada teoria como um dos aspectos desse processo.

Palestra: O computador: um atrator estranho na educação lingüística na América do Sul

31   Banca de mestrado na UFU

Novembro

18-19 ISD: III Encontro Internacional do Interacionismo Sociodiscursivo

24 Banca de doutorado na USP

27 a 29  II Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas

Mesa-redonda: Tecnologias de comunicação, formação de professores e inclusão social

História das tecnologias de comunicação no ensino de línguas

Pretendo fazer uma breve uma retrospectiva histórica sobre a inserção da  tecnologia de comunicação no ensino de línguas e os diversos conceitos de ensino-aprendizagem que  legitimaram ou legitimam o uso dessas diversas tecnologias. O uso da tecnologia se inicia com os recursos tipográficos e vai sendo enriquecido com o desenvolvimento de equipamentos eletrônicos.  Os livros didáticos passaram a ser complementados por outras tecnologias com o desenvolvimento de máquinas para reprodução do som humano no século 17, com o surgimento de aparelhos de projeção de imagens no século 20 e com a popularização da interação mediada por computador no século atual.  Ao discutir a evolução da tecnologia, estaremos também refletindo sobre tecnologia e inserção social e o processo de normalização, entendido como um estado em que a tecnologia se integra de tal forma às práticas pedagógicas que deixa de ser vista como  cura milagrosa ou como algo a ser temido.