Comecei
a estudar Inglês por volta de 1990/91 eu comecei porque
a principio me interessava essa coisa de aprender outro idioma
e também porque meus amigos faziam, então aquela
coisa da criança que quer seguir os coleginhas. Depois
eu fiquei mais interessada ainda, no início era tudo meio
que festa, eu estava lá porque meus colegas estavam e tudo
novidade então tudo era legal, tudo era divertido, era
aquela empolgação de primeira vez estar conhecendo
coisa nova, nesse caso, totalmente nova, depois, mais tarde, eu
fui ver que aquele aprendizado do início do meu curso era
defasado porque o professora era “a quem” das habilidades
de professores de Língua estrangeira, eu aprendi muita
pronuncia errada, com relação à regra gramatical,
esse tipo de coisa, não porque como era aula de Lingualismo,
todo mundo era padrão, tinha o livro daqueles que falam
até o momento de respirar, mas com relação
a pronuncia eu era muito defasada porque a professora não
tinha uma pronuncia boa, era daquelas que iam morar nos E.U.A,
voltam e arrumam um emprego de professora de Inglês. A minha
salvação foi que depois de muito tempo, eu já
estava entrando no nível intermediário do Inglês,
chegou uma professora que era nativa, então com relação
à pronuncia ela não tinha problema nenhum e com
relação também a gramática da Língua
ela saberia como ensinar porque o livro falava o que ela tinha
que ensinar e como ela deveria ensinar. Ela passou um semestre
inteiro corrigindo a pronúncia de cada um, mas mesmo assim,
ainda hoje eu tenho muita fóssil de pronuncia, muito fóssil
lexical, eu tenho que me policiar para pronunciar várias
palavras porque eu ainda pronuncio muita coisa errada daquela
época e o método que eu utilizava para estudar Inglês
fora da sala de aula era: eu lia, os exercícios, as lições,
eu adorava ficar em casa lendo tudo de novo o que a professora
dava em sala de aula, a professora dava os exercícios de
redação ou então de copiar as lições
que a gente aprendia porque na sala de aula era só “Listening”
e “Speaking” então a gente ia para casa e copiava
a lição para poder associar a pronúncia com
a escrita. Ás vezes eu ouvia música mas eu nunca
me interessei muito em ouvir música, eu ouvia mas nunca
me interessei em estudar através de música estrangeira.
Minha mãe tinha uma enciclopédia dessas que compra
para ensinar Inglês em banca de revista e eu ouvia muito
aquelas fitas, fazia muitos exercícios daqueles livrinhos,
então a maneira que eu estudava era essa, eu conversava
com meus colegas por telefone, os colegas que faziam Inglês
na época, comigo, em Inglês, aquele Inglês
todo errado, tipo: “I goed”... mas enfim, a gente
conversava, um ia corrigindo o outro para a gente aprende mesmo
e praticar, dentro da sala de aula a gente sempre conversava em
Inglês num nível mais avançado do meu aprendizado.Essa
professora que era bilíngüe era também nossa
amiga, nossa sala só tinha 3 alunos ou 4 e nos 4 mais o
professor éramos amigos íntimos então depois
da aula a gente permanecia na sala de aula conversando sobre assuntos
pessoais mesmo mas tudo em Inglês, era uma forma de a gente
praticar, ás vezes na rua, a gente saía e conversava
em Inglês, a gente sempre aproveitava as mínimas
oportunidades que tínhamos. Depois veio uma outra professora
que foi também muito interessante o meu aprendizado porque
até então não tinha muito clara essa diferença
de “Accents”, aí veio um outra professora que
aprendeu Inglês em uma escola que ensina Inglês aproximando
o sotaque britânico, então ela tinha uma aproximação
muito grande com o sotaque britânico do Inglês. Aí
ficou clara para a gente essa diferença grande que tem
nos “Accents” e foi interessante porque ela trouxe
amigos dela da Inglaterra, trouxe um amigo do país de Gales
que veio dar aula para a gente veio visitá-la e a gente
teve momentos de convivência, fizemos amizade e foi muito
interessante essa experiência porque a gente pode ver realmente
diferença do sotaque americano que a gente já tinha
ouvido através das fitas ou então nos filmes e a
diferença do sotaque britânico no qual a gente não
tinha contato ainda.
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